As 7 perguntas que toda startup deveria fazer a si mesma, segundo o fundador do Paypal

É comum a crítica ecossistemas de startups relacionada à dificuldade de se investir em empresas nascentes devido à baixa qualidade de empreendedores e projetos, mas também muitas vezes carecem aos investidores ferramentas e conhecimento técnico para diferenciar startups com grande potencial de crescimento das startups medíocres. Um jeito que Peter Thiel desenvolveu para analisar o potencial de empresas e apresentou em seu livro “Zero to One” (leitura obrigatória) foi uma estrutura de sete perguntas que esclarecem bem esse ponto. Então vamos às mesmas:

O meu produto é extremamente superior?
Quanto à engenharia, Thiel defende que os produtos devem apresentar uma superioridade muito maior do que as soluções atuais – segundo o mesmo, numa escala de 10x melhor. O autor defende que o custo de migração da solução e os riscos envolvidos são altos a ponto de, em casos de melhorias incrementais sobre o produto, o usuário final não fazer a adoção mesmo que a solução seja melhor.

Estou em um timing correto para o crescimento do mercado?
O produto está adequado ao momento certo do mercado? A entrada no melhor momento para o crescimento é fundamental, e é comumente defendida pelos cabeças da Y Combinator, principal aceleradora de startups da atualidade. Segundo Paul Graham, a busca da Y Combinator é geralmente centrada em startups com enorme potencial de crescimento, mas que ainda estão construindo suas métricas e desenvolvendo seus mercados.

Eu vivencio um monopólio em relação à competição?
O termo monopólio aqui não entra como a visão de economistas, mas em uma definição que caracteriza um monopólio como uma empresa que é tão boa em algo que nenhuma outra companhia consegue oferecer um substituto que chegue próximo à solução da monopolista. Um clássico exemplo aqui seria a Google, que domina seu mercado desde os anos 2000, mercado no qual Microsoft e Yahoo! ainda não chegam perto.

O time tem a competência necessária?
“Nunca invista em uma empresa de tecnologia cujo(a) CEO veste um terno.” Times sem base formada por técnicos foram as que Peter mais viu falhar no mercado de tecnologia, e por conta disso a máxima, que também é bastante utilizada no google – confie naquele que usa jaleco, não no que usa terno. Problemas de produto só são resolvidos por especialistas técnicos, e não por homens de negócios – a estes cabe a tarefa de levantar capital e garantir articulações no ecossistema.

Minha lógica de distribuição está bem definida?
Segundo o autor, é necessário um tempo – e dinheiro desperdiçado – para empresas de tecnologia compreenderem que o mundo não é um laboratório: vender e entregar o produto é tão importante quanto desenvolvê-lo. Uma boa leitura sobre esse tema está relacionada à história do vendedor de ratoeiras, que carrega um trecho mais ou menos assim: “A crença dita que, se um homem fizer uma ratoeira melhor, o mundo fará uma trilha até sua porta. Mas para sua surpresa, somente alguns clientes batem à sua porta. As pessoas não aprendem automaticamente sobre produtos novos e aprimorados, ou acreditam que os mesmos sejam realmente superiores, ou mostram uma disposição para pagar preços mais altos. O inventor de uma ratoeira melhor nada conseguirá se não tomar atitudes positivas ao projetar, embalar e determinar o preço de seu novo produto de modo atraente, se não colocá-lo em canais de distribuição convenientes, se não levá-lo à atenção das pessoas preocupadas com problema de roedores e os convencer de que seu produto possui qualidades superiores.”

Qual é a durabilidade do meu mercado?
O tempo de vida do mercado pode ser influenciado por diversas questões: mudanças de tecnologias, escassez do recurso-chave utilizado, mudanças de necessidades do consumidor etc. Estar atento à durabilidade se faz fundamental, especialmente em ambientes tecnológicos atuais, nos quais a mudança é algo corriqueiro e que, muitas vezes, carrega consigo disrupções que revolucionam mercados da noite pro dia. Um acréscimo interessante a esse conceito é a Matriz ADL, que aponta o estágio de vida de uma indústria sob uma ótica de competitividade, muitas vezes explicando os motivos pelos quais mercados disruptivos têm adotado a estratégia de abertura de patentes para concorrentes – objetivando sempre o amadurecimento da indústria para garantir resultados via massificação da tecnologia.

Existe algum segredo que me garante competitividade?
É comum pessoas dizerem que encontraram uma ideia diferenciada para resolver grandes problemas, mas o que elas não sabem é que muitas pessoas enxergam essa mesma solução, sendo o maior obstáculo a execução da ideia. Empresas com grande potencial convivem com ideias diariamente, porém, se atém a ideias que realmente ninguém conseguiu enxergar o potencial. Grandes segredos envolvem mercados potenciais, curvas de adoção diferenciadas e impacto real.

Esperamos que tenham gostado do nosso conteúdo de hoje! Postamos diariamente conteúdos na nossa fan page do facebook (confere lá!) e constantemente aqui. Acompanhe e, se valeu a pena, compartilhe – é muito importante para a nossa missão de melhorar ecossistemas com conteúdo direcionado =)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Protected by WP Anti Spam